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Tango

Das milhares de canções dedicadas a cidades do mundo, algumas, por decisão multitudinária do gosto popular, convertem-se em símbolos dos lugares que representam e, assim, em parte de sua cultura. É o caso do tango em Buenos Aires: tem milhares de fanáticos, outros juram que não gostam, mas todos, como diz a lenda, levantam a cabeça e soltam uma lágrima quando o escutam longe de Buenos Aires.


O tango é um estilo musical e uma dança "rioplatense", próprio das cidades de Buenos Aires, Montevidéu e Rosario, de natureza nitidamente urbana e renome internacional.
Musicalmente tem forma binária (tema e estribilho) e compasso de quatro quartos (apesar de que é chamado de «o ritmo do dois por quatro»). Classicamente é interpretado mediante orquestra típica ou sexteto e reconhece o "bandoneón" como seu instrumento essencial.
A coreografia, desenhada a partir do abraço do casal, é extremamente sensual e complexa. As letras estão compostas com base em um jargão local chamado de "lunfardo" (gíria) e costumam expressar as tristezas que sentem os homens e as mulheres de povo, e outras temáticas como as humorísticas e políticas.

Buenos Aires está repleta de "tanguerías" com orquestras e bailarinos ao vivo. Os locais de maior realce que contam com espetáculos ao vivo costumam incluir o jantar (com a possibilidade de optar entre a especialidade de carnes argentinas ou um menu internacional).
Também estão as milongas, locais para dançar. Muitas organizam aulas —a cargo de docentes especializados— antes do baile. Para novatos e iniciados, grupais ou individuais. Tango, milonga ou valsa.
Além disso, são oferecidas aulas de baile em muitos centros culturais. As aulas duram entre uma e duas horas. O ideal é tomar quatro ou cinco aulas. Desde o primeiro encontro os professores treinam os principiantes para o domínio do passo básico: oito simples movimentos que podem se aprender em poucas horas.

A seguir, alguns conceitos básicos para entender o jargão e o mundo do tango:
  • BANDONEÓN (bandônion):Instrumento de vento, portátil, criado na Alemanha em 1835. Tem teclas ou botões e requer uma particular técnica de execução. Deu à música popular do Rio da Prata o som "rezongón" (resmungão) e melancólico que hoje identifica o tango.
  • CABECEO: Movimento de cabeça com que o homem convida, sem aproximar-se, a dançar a uma mulher na milonga. Consiste em mover ligeiramente a cabeça para trás e para um lado.
  • LUNFARDO: é a forma da fala rioplatense, seu jargão. O repertório se ampliou com termos trazidos pela imigração, durante a segunda metade do século XIX. Posteriormente, e em parte por ação do tango, o lunfardo se estendeu à fala cotidiana e hoje conta com termos que abrangem áreas mais amplas.
  • MILONGA: lugar onde se dança tango. Além diss,o é um dos três ritmos que toma a música do tango, junto com a valsa.
  • PRÁCTICA: lugar onde se dança o tango informalmente, um estatuto intermediário entre a sala de aula e a milonga.
  • REBOTAR: ser rejeitado depois de propor um convite para dançar.
  • SANGUCHITO: figura do tango dançado em que o homem encerra o pé esquerdo da mulher entre os dois deles, em um gesto de varonil contenção.

GUIA DA MILONGA  

A que hora: a pista da milonga é compartilhada com muitos casais. Para dançar com conforto, é preciso chegar cedo ou ir embora muito tarde.
O que levar: é indispensável levar alguns dos elementos do seguinte e básico
Kit tanguero:
Camiseta ou camisa (para se trocar), "gomina" (gel para o retoque), um par de meias (a mais), pintura (para o retoque), sapatos de baile (sacola de sapatos), sapatos sem taco (para descansar), talco para as solas (se por acaso a pista não escorrega o suficiente).
Ao homem: como convidar uma mulher para dançar
O milonguero pode escolher entre duas opções:
- Movimentar a cabeça. Homem e mulher se observam e só se a mulher mantiver o olhar, ele move sutilmente sua cabeça.
- É o método mais arriscado: o milonguero se aproxima da mesa da mulher e a convida verbalmente a dançar.

À mulher. Como fazer para ser convidada para dançar:
Primeiro que tudo, há de usar os sapatos apropriados. Depois, sentar-se olhando a pista, com as pernas para o corredor, para que o homem desprevenido que está andando esbarre com o pé. Assim se produz o encontro (e o convite).

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